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Dor abdominal intensa pode ser um sinal de pancreatite?

11/04/2023

Sabemos que o pâncreas é um órgão que compõe o sistema digestivo, sendo responsável pela produção de substâncias que auxiliam na digestão. Quando há alguma agressão a esse órgão, seja pela ingestão excessiva de bebidas alcoólicas ou pela migração de um cálculo da vesícula biliar para a via biliar, podem surgir sintomas como a dor abdominal, indicando uma possível pancreatite.

No artigo de hoje, vamos abordar um pouco melhor o assunto. Acompanhe a seguir e descubra se de fato a dor abdominal pode ser um sinal da doença e o que fazer ao receber o diagnóstico!

Definição de pancreatite

A pancreatite é uma condição caracterizada pela inflamação do pâncreas, podendo ser aguda ou crônica.

Em sua forma aguda, é provocada por um pequeno cálculo na vesícula biliar que migra para o canal de entrada do intestino junto da bile e pâncreas. Outra causa importante de pancreatite aguda é a ingesta exarcebada de bebidas alcoólicas. 

Assim sendo, o indivíduo apresenta o aumento do órgão que consequentemente gera a inflamação. 

Por sua vez, a pancreatite crônica tem como a sua principal causa a ingesta excessiva de bebidas alcoólicas, com o aparecimento de processo inflamatório crônico que substitui o parênquima  pancreático normal por fibrose.

Nesse caso, deve ser feito acompanhamento médico constante. Isso porque o indivíduo corre o risco de perder as funções do pâncreas de maneira progressiva.

E quais são os sintomas de pancreatite?

Na pancreatite aguda, a dor abdominal de forte intensidade localizada em andar superior do abdômen que irradia para o dorso é o principal sintoma dessa doença. Podem estar presentes sintomas como náuseas e vômitos, assim como, distensão abdominal. Além disso, sintomas como febre e icterícia podem estar presentes ao diagnóstico.

Na pancreatite crônica, a dor abdominal também é o principal sintoma da doença. No entanto, com a evolução da doença surgem sintomas como perda de peso, diarréia ou fezes com gordura e sintomas relacionados com o aparecimento de diabetes.

Também podemos destacar alguns fatores de risco da doença, tanto aguda, quanto crônica. São eles:

  • Cálculo biliar;
  • Bebidas alcoólicas em excesso;
  • Tabagismo;
  • Uso de medicamentos, entre outros.

Como funciona o diagnóstico de pancreatite?

Em geral, o diagnóstico é obtido por meio de exame clínico e levantamento do histórico do paciente. Assim sendo, a doença será detectada apenas após os resultados de exames de sangue (amilase e lipase) e exames de imagem como a tomografia de abdômen.

Pancreatite tem cura?

Sim, existe cura para a pancreatite desde que, logo após o diagnóstico, o indivíduo seja encaminhado para tratar de maneira adequada a doença. O recomendado é iniciar o tratamento e manter o acompanhamento com os médicos. 

O tratamento da pancreatite aguda consiste no jejum, hidratação e otimização da analgesia para o paciente. Em alguns casos, podem ser necessários métodos endoscópicos, como a colangiopancreatografia endoscópica, utilizada na extração dos cálculos e drenagem da via biliar. Caso a pancreatite aguda seja causada por cálculo biliar, indica-se o procedimento cirúrgico de remoção da vesícula biliar, a colecistectomia.

O tratamento da pancreatite crônica consiste principalmente na identificação do fator causador da pancreatite crônica e a eliminação desse fator, ou seja, no caso da pancreatite crônica de etiologia alcoólica, suspender a ingestão de bebidas alcoólicas é fundamental. Além disso, podem ser necessárias medicações analgésicas, suplementação com enzimas pancreáticas e uso de medicamentos para o tratamento da diabetes. Nos casos nos quais há pouca resposta ao tratamento clínico, o tratamento cirúrgico deve ser considerado.

O conteúdo foi esclarecedor? Apresenta outras dúvidas sobre o tema? Deixe um comentário no post! 

Foto do Dr. Agnaldo Soares Lima.
Sobre o autor
Prof Ricardo Tadashi Nishio
Titulações: TeCBCD, TCBC, Professor Instrutor – FCMSCSP, Mestre em Cirurgia - FCMSCSP, Supervisor do Programa de Cirurgia do Aparelho Digestivo-Santa Casa/SP, vice – Supervisor do Programa de Cirurgia Geral-Santa Casa/SP e vice – Coordenador do Internato em Cirurgia Geral - FCMSCSP. Conta Instagram: @ricardo_tadashi_sc
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