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Como ocorre a insuficiência pancreática e qual o tratamento indicado?

29/06/2023

A insuficiência pancreática exócrina é caracterizada como a dificuldade do pâncreas em secretar as enzimas digestivas produzidas pelo próprio órgão, resultando em sintomas bastante incômodos.       

Quer entender como ocorre a insuficiência pancreática e saber qual o tratamento ideal para essa condição? Acompanhe o artigo a seguir!

Como surge a insuficiência pancreática?

O pâncreas é uma glândula com duas funções: endócrina (produção de hormônios, como a insulina) e exócrina (produção de enzimas). A principal função exócrina do pâncreas é a produção de enzimas digestivas, que ajudam na digestão dos alimentos. Quando aproximadamente 90% dessa produção é interrompida, acontece uma espécie de colapso e o mesmo provoca danos ao organismo

Daí surge a insuficiência pancreática exócrina, ou seja, o órgão parou de produzir as enzimas e começou a dar sinais de falhas na absorção dos alimentos, gerando uma má digestão.

Por sua vez, a insuficiência pancreática endócrina pode estar associada, de alguma forma, com a diabetes do tipo 1 ou autoimune. 

Assim sendo, então, a doença é provocada por lesões no pâncreas que também podem ser causadas por pancreatite crônica ou aguda, cálculos biliares ou doença celíaca. A causa mais comum em adultos é a pancreatite crônica, cujo principal fator associado é o consumo excessivo de bebida alcoólica. Em crianças, ela pode estar relacionada com fibrose cística.

Principais sintomas e fatores de risco

Muitas vezes, o indivíduo com insuficiência pancreática pode apresentar apenas sintomas de pancreatite, como dor abdominal, má digestão, abdômen distendido e formação de gases. Porém, existem os sintomas mais comuns da doença, sendo eles:  

  • Perda de peso;
  • Azia;
  • Dor de estômago;
  • Gases;
  • Fezes oleosas;
  • Diarreia;
  • Perda de apetite;
  • Pele pálida e hematomas;
  • Anemia.

Quando ainda está no início, o indivíduo não apresenta, necessariamente, todos esses sinais. 

Com relação a suas consequências, podemos destacar as deficiências que ocorrem pela não absorção de vitaminas como A, D, E e K, levando a várias complicações, como o comprometimento da visão e distúrbios de coagulação.

Quando a doença alcança um estágio avançado, também surge a deficiência óssea, ou seja, os ossos se tornam mais frágeis. Além de espasmos musculares, convulsões, fraqueza, cólica intestinal, entre outros.

Como funciona o tratamento? 

O tratamento tem início logo após o diagnóstico, que deve ser obtido o mais precocemente possível para diminuir as chances de o paciente ter complicações. Os médicos recomendam o tratamento com a reposição das enzimas em falta.

Vale lembrar que as enzimas são as responsáveis por auxiliar o organismo na absorção dos nutrientes dos alimentos.   

Basicamente, são necessários alguns cuidados como por exemplo, manter uma alimentação equilibrada e ter hábitos saudáveis. A ingestão de vitaminas para substituir o que o organismo não consegue absorver também é essencial.

É importante evitar o tabagismo e bebidas alcoólicas, concentrando-se apenas em água, suco de frutas, caldos e bebidas que não contenham cafeína. Além do uso de medicamentos prescritos pelos médicos.

Como existe o risco de associação com insuficiência endócrina, a atenção ao risco de diabetes também deve ser lembrada, com realização periódica de avaliação clínica e exames laboratoriais de rastreamento. 

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Foto do Dr. Agnaldo Soares Lima.
Sobre o autor
Prof Dr Everton Cazzo
Titulações: Professor Associado Livre Docente – Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP
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